Acordo Firmado entre a Prefeitura de Ponta Grossa e o Grupo Fauna não é Respeitado

Gisele Manjurma 

   A partir da lei municipal 6179/99 criada em defesa dos animais e contra a possibilidade de implantação da carrocinha na cidade de Ponta Grossa o grupo Fauna em parceria com a Prefeitura, em 2004, tinha um projeto de esterilização de cães e gatos que visava atender uma população de 100 castrações mensais, era o Castracão. Em consonância com Andresa Jacobs integrante do Grupo Fauna, de 2003 a 2004 passaram por cirurgia 903 animais.
Leandro Inglês: "A partir do ano que vem só Deus sabe"Segundo o responsável pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Leandro Monteiro Inglês, o Castracão não continuou por falta de verba da Prefeitura, já que as cirúrgias eram feitas em várias clinicas veterinárias particulares e conveniadas.
O Castracão era um programa modelo que foi iniciado em bairros selecionados por três fatores importantes: situação de risco para a comunidade (pela possibilidade de transmissão de doenças, como raiva e leptospirose); próximos ao Centro da cidade e com grande contingente de animais perambulando nas ruas (pelo fato da maioria das casas não possuir muros). A Vila Clóris foi uma das primeiras incluídas no projeto.
“As pessoas carentes gostam muito dos seus animais, mas não têm condições financeiras para os levar numa clínica particular”- afirma Isabele Futerko, presidente do Grupo Fauna.
Os Agentes Comunitários de Saúde passavam nas casas fazendo o cadastro e verificando o interesse do morador em castrar seu animal, o objetivo especial do Castracão era em acolher o maior número possível de fêmeas, já que entram no cio duas vezes ao ano, com gestação média de cinco ou seis filhotes.
De acordo com Andresa Jacobs (Fauna) a Prefeitura não cumpriu acordo firmado junto ao Conselho Municipal de Saúde (em 2007) e ainda realiza parcas castrações, cerca de trinta ou quarenta mensais, o que foi confirmado por Inglês. Os interessados devem ligar no CCZ 32229672 e passar por triagem. Os animais estão sendo internados numa clínica conveniada com a Prefeitura e são chipados, para posterior identificação. A carrocinha busca e trás o animal. Em caso de cachorro sem dono, passado o pós-operatório de três dias, o mesmo é devolvido no local onde foi apanhado.
“No acordo (entre o Grupo Fauna e a Prefeitura firmado junto ao Conselho Municipal de Saúde) ficou estipulado que a prefeitura deveria realizar censo animal, com o apoio das Unidades Básicas de Saúde e agentes de endemias, planejamento para os próximos anos com base no censo, onde deveria constar o número de castrações mensais para resolver o problema, a chipagem de todos esses animais castrados, a campanha educativa não somente em escolas, mas nos setores da saúde e meio ambiente municipais, ao menos, e na imprensa, enfim, o cumprimento da lei 9019/07”- Afirma Andesa Jacobs.
Com a mudança de gestão na Prefeitura em 2009, Inglês não sabe se as cirurgias de esterilização continuarão. “A partir do ano que vem só Deus sabe”- conclui Leandro Monteiro Inglês.